Mais uma semana se passou, e três meses de novas e inesquecíveis experiências!
Sim três meses, já cá estamos à três meses!!!
Sem dúvida alguma, que será sempre um período de boas recordações, de boas vivências e de bons sentimentos. Por outro lado, também, será sempre lembrado pela dura realidade que observamos todos os dias, e mais difícil ainda será pensar na incapacidade que existe em se modificar alguma coisa.
Neste Moçambique “(...) nossa terra gloriosa, (...)” (excerto do hino) muitas coisas poderiam ser diferentes, contudo o risco desta “gente” mudar a forma como perspectivam a vida seria enorme. Quero dizer com isto, o que já disse algumas vezes, que apesar das dificuldades, apesar das carências, apesar de tudo, esta “gente” tem uma maneira de estar na vida que nós provavelmente nunca iremos atingir. É o sentimento de que, claro, as coisas estão mal mas o não desejar o que não há para desejar é sem sombra de dúvida um estádio muito interessante. Acima de tudo o importante é viver cada dia a seu dia, viver cada momento de forma completa e com o sentir que cada um quiser.
Mesmo sendo assim, e mesmo esta “gente” sendo assim o sentido de esperança e luta por um Moçambique melhor não desvanece!
Deixo-vos com uma pequena parte do hino nacional, que acho muito bonito:
“Moçambique nossa terra gloriosa,
pedra a pedra construindo novo dia,
milhões de braços, uma só força.
Ó pátria amada vamos vencer!”
Estamos Juntos, sempre!!!
Marta.
Olá a todos,
Hoje faz três meses que parti de Portugal. Já passaram três meses!!! Sei que para quem está aí desse lado, com o coração pequenino cheio de saudades à espera do nosso regresso, será “ainda três meses”. Mas aqui, tudo é vivido de forma muito intensa, e o tempo corre...
E aqui estou eu em Moçambique com a alma a transbordar de felicidade por viver esta experiência. Uma experiência completa, na medida em que, é uma troca constante de emoções, de aprendizagens, de conhecimentos, de vivências com todas estas pessoas. Desde as irmãs, os monitores com quem damos aulas, com os alunos, com as mulheres que inquirimos, com as crianças do bairro, com o grupo de jovens.... enfim, com todas as pessoas com quem temos convivido diariamente. É incrível tudo o que recebemos destas pessoas, o seu amor, o seu carinho, a sua confiança e a sua amizade. É muito verdadeiro, muito belo o sorriso, o olhar destas pessoas! Tudo isto é grandioso, é maravilhoso e, sem dúvida nenhuma, inesquecível!
Beijinho muito grande com muitas saudades para a minha família e amigos que tanto amo!
Estamos juntos! Sempre!
Di
25 Abril de 2007
Viva a liberdade! Parabéns a todos nós por este dia, a liberdade é um dos maiores bens da vida humana e nós conseguimos lutar por ele de uma forma muito bonita, o que foi também muito importante para os nossos irmãos moçambicanos!
Por aqui continua tudo tranquilo, acho que já comecei a aprender a viver um dia de cada vez sem pensar muito no amanhã, viver o momento e entregar-me a ele totalmente, vive-lo plenamente e aproveitar cada instante, até porque Maio aproxima-se e já começo a sentir o cheiro da despedida!
No fim-de-semana passado voltamos à ilha de Inhaca e aproveitamos para conhecer também a ilha dos portugueses, totalmente virgem, e Santa Maria, a praia mais bonita que já tivemos aqui! Ainda fui dar um mergulho com os óculos e aproveitei para conversar um pouco com os peixinhos!
Ficamos na casa de uns moradores da ilha o que foi, mais uma, experiência inesquecível! Uma casa de palhota muito bem arranjada, com uma casa de banho onde tínhamos que tomar banho de alguidar ás escuras! Uma cozinha de caniço mas com um rapaz muito simpático que nos ajudou a fazer o lume e nos arranjou uma panela e vários garfos para partilharmos uma bela massa com salsichas! As noites, como não podia deixar de ser, também animaram (como se costuma dizer por aqui) e fartamo-nos de dançar ao contagiante ritmo africano!
Domingo regressámos a casa e 2ªf iniciamos mais uma semana de brincadeiras com as crianças, aulas, e alguns inquéritos! Agora mudamos de estratégia e temos conversado com as mamãs alunas aqui no Centro. É mais fácil, pois não há o problema de dependermos de outras pessoas para nos deslocarmos nem de não conseguirmos apanhar o chapa! Mas por outro lado, como não estamos em casa das pessoas parece que se perde um pouco e se torna tudo mais superficial…é como tudo na vida, ganhasse de um lado e perdesse de outro mas no fundo tudo é perfeito e tem a sua razão de ser dessa forma!
Bom, meus amores, hoje tou muito “filosófica” por isso vou ficar por aqui antes que diga asneiras!
Adoro-vos e estamos juntos, sempre! Beijos.
Babi